Wednesday, March 21, 2007

Sintomas

A fase aguda da infecção com VIH ocorre uma a quatro semanas após o momento do contágio. Algumas pessoas apresentam sintomas semelhantes aos de uma gripe como febre, suores, dor de cabeça, de estômago, nos músculos e nas articulações, fadiga, dificuldades em engolir, gânglios linfáticos inchados e um leve prurido. Calcula-se que pelo menos 50 por cento dos infectados tenham estes sintomas.

Algumas pessoas também perdem peso e outras, ocasionalmente, podem perder a mobilidade dos braços e pernas, mas recuperam-na passado pouco tempo. A fase aguda da infecção com VIH dura entre uma a três semanas. Todos recuperam desta fase, em resposta à reacção do sistema imunológico, os sintomas desaparecem e observa-se um decréscimo da carga vírica.

Os seropositivos vivem, depois da fase aguda, um período em que não apresentam sintomas, embora o vírus esteja a multiplicar-se no seu organismo o que pode prolongar-se por diversos anos. É neste período que se encontram, actualmente, 70 a 80 por cento dos infectados em todo o mundo.

Na fase sintomática da infecção (mas ainda sem critérios de SIDA), o doente começa a ter sintomas e sinais de doença, indicativos da existência de uma depressão do sistema imunológico. O doente pode referir cansaço não habitual, perda de peso, suores nocturnos, falta de apetite, diarreia, queda de cabelo, pele seca e descamativa, entre outros sintomas.

A fase seguinte na evolução da doença designa-se por SIDA e caracteriza-se por uma imunodeficiência grave que condiciona o aparecimento de manifestações oportunistas (infecções e tumores).

A evolução da infecção descrita acima, designada como “Evolução Natural da Infecção” pode, actualmente, ser modificada pelo tratamento com os fármacos anti-retrovíricos, podendo os seropositivos nunca chegar a uma fase sintomática da doença.



Thursday, March 15, 2007

Sida: Portugal gasta 15 vezes mais com terapêutica do que com prevenção.

Anualmente o Serviço Nacional de Saúde (SNS) gasta 13 milhões de euros com a prevenção, organização e apoio a organizações não governamentais envolvidas na área e 150 milhões com a terapeutica.
De acordo com o relatório do Centro de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis, em 31 de Dezembro do ano passado estavam notificados em Portugal 30.366 casos de infecção HIV/Sida "nos diferentes estados de infecção".O total acumulado de casos de sida em 31 de Dezembro de 2006 era de 13.515, dos quais 449 causados pelo vírus HIV2, e 189 casos que referem infecção associada aos vírus HIV1 e HIV2.rapêutica.

Wednesday, March 7, 2007

Campanha Sida

Os adolescentes sexualmente activos estão cada vez mais em risco de exposição à SIDA, que é provavelmente o maior perigo actualmente vivido em termos de doenças sexualmente transmissíveis. A maior parte dos casos de SIDA ocorre nos grupos de alto risco, por exemplo, utilizadores de drogas intravenosas, homossexuais masculinos, homens bissexuais e as suas parceiras, ou ainda pessoas que tenham recebido transfusões de sangue contaminado. Apesar da enorme difusão de informações sobre a SIDA, muitos adolescentes mostram-se ainda mal informados ou confusos sobre o problema. Por outro lado, parece ainda continuar a verificar-se que, embora conscientes dos perigos resultantes dos comportamentos de alto risco, são poucos os jovens que modificam o seu comportamento.
Através de uma campanha mais direccionada para os adolescentes com forte aposta na irreverência, tentaremos informar, sensibilizar, e motivar os jovens para a prevenção e protecção.


O que é a Sida?

As siglas SIDA representam Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida.
Síndrome - refere-se ao grupo de sintomas que colectivamente caracterizam uma doença. No caso da SIDA pode incluir o desenvolvimento de determinadas infecções e tumores, tal como a diminuição de determinadas células do sistema imunitário (de defesa).
Imunodeficiência - quer dizer que a doença é caracterizada pelo enfraquecimento do sistema imunitário.
Adquirida - quer dizer que a doença não é hereditária e desenvolve-se após o nascimento por contacto com um agente (no caso da SIDA, VIH). Portanto, a SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). É uma doença causada por um vírus, o vírus da imunodeficiência humana (VIH, ou HIV na língua inglesa) que ataca o sistema imunitário do nosso organismo, destruindo a nossa capacidade de defesa em relação a muitas doenças.
O doente infectado pelo VIH fica progressivamente débil, frágil e pode contrair várias doenças que o podem levar à morte.
Estas doenças normalmente não atacam as pessoas com um sistema imunitário que funcione bem, pelo que são designadas por “doenças oportunistas”.
A infecção pelo VIH é transmissível. No entanto, as formas de transmissão são conhecidas e, por isso, podem e devem ser evitadas. O diagnóstico de SIDA é feito por um médico através de normas laboratoriais e clínicas.


O que provoca a SIDA?

O Vírus da Imunodeficiência Humana é o agente causador da SIDA, podendo ficar "invisível" no corpo humano. O VIH chega a ficar incubado por muitos anos, sem que o infectado manifeste os sintomas de SIDA. O VIH actua nas células do sistema imunitário (responsável pela defesa do corpo). Depois de entrar na célula, o VIH começa a agir e integra-se no código genético da célula infectada (ADN).As células mais atingidas pelo vírus são os Linfócitos T Auxiliares (CD4+), que são utilizadas pelo vírus para se replicar. Conhecem-se dois tipos principais de vírus. O VIH-1 e o VIH-2, qualquer um deles é capaz de infectar os seres humanos e provocar SIDA.


Quais as formas de transmissão do VIH?


O VIH não se transmite através de contactos usuais (aperto de mão, tocar, abraço, beijo social, etc.). Também não se transmite através de alimentos, água, espirros, tosse, insectos, piscinas ou casas de banho. Contudo, é preciso evitar entrar em contacto directo com sangue, sobretudo se as feridas abertas se situarem na superfície da pele. Os vírus do HIV provocam o contágio através de relações sexuais não protegidas, da maternidade e por ferida com instrumentos infectados ou transfusão de sangue e derivados infectados.
Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus através de qualquer tipo de relação sexual não protegida - vaginal, oral ou anal. A mãe infectada pode transmitir o vírus ao filho durante a gravidez, parto ou aleitamento.
A troca de seringas infectadas ou a troca de outros objectos cortantes pode também permitir o contágio. Este contágio pode fazer-se também através de sangue, secreções sexuais e da mãe infectada para o filho.


Para que não fiques com dúvidas vamos falar-te de cada uma destas formas de transmissão.


SANGUE: Só transmite se estiver infectado e entrar dentro do nosso organismo.A principal causa de transmissão por esta via ocorre através da partilha de agulhas, seringas e outros objectos contaminados pelo VIH entre os toxicodependentes que utilizam drogas injectáveis.
Embora representem um menor risco, não devem ser partilhados objectos cortantes onde exista sangue de uma pessoa infectada, mesmo que esteja já seco. É o caso das lâminas de barbear, piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicura.Actualmente todo o sangue usado nas transfusões sanguíneas é testado antes de ser utilizado, pelo que não se deve ter medo destas situações. Também o dar sangue não é um problema, já que é utilizado material descartável e esterilizado.

SECREÇÕES SEXUAIS: (esperma e secreções vaginais)As secreções sexuais de uma pessoa infectada, mesmo que aparentemente saudável e com “bom aspecto”, podem, com grande probabilidade, transmitir o VIH sempre que exista uma relação sexual com penetração - vaginal, anal ou oral - sem preservativo. O risco é maior em relações sexuais com parceiros desconhecidos, múltiplos parceiros sexuais ou parceiros ocasionais, situações em que o uso do preservativo é imprescindível (lembra-te que as aparências podem enganar). É importante ter sempre em conta que basta uma relação sexual não protegida com uma pessoa infectada (mesmo que aparentemente saudável) para o VIH se poder transmitir.

DA MÃE INFECTADA PARA O FILHO: Se a mãe estiver infectada, pode transmitir a infecção ao seu bebé através do leite. Mas não só: também pode transmitir o VIH ao filho durante a gravidez, através do seu próprio sangue, ou durante o parto, através do sangue ou secreções vaginais.


O que é estar infectado com o HIV?


Tal como no caso de outras infecções, o sistema imunitário de uma pessoa infectada pelo VIH produz anticorpos contra este vírus, os quais são detectáveis no sangue através da realização de um teste simples. Quando estes anticorpos são detectados diz-se que uma pessoa é seropositiva.
Uma pessoa seropositiva pode não ter quaisquer sinais ou sintomas da doença, aparentando um estado saudável durante um período que pode atingir vários anos. No entanto, essa pessoa está infectada e, porque o vírus está presente no seu organismo, pode, durante todo esse tempo, transmiti-lo a uma outra pessoa.
A SIDA só aparece muito mais tarde e relaciona-se com a degradação progressiva do sistema imunitário e a concomitante baixa das defesas contra outras doenças que usualmente não afectam uma pessoa saudável. Assim, a doença SIDA - fase última de uma infecção que pode ter vários anos de evolução - só é diagnosticada quando aparecem doenças oportunistas ou quando determinadas análises clínicas têm valores alterados.
A duração do período que medeia entre a entrada do vírus no organismo e o diagnóstico de SIDA, depende dos cuidados/apoios que a pessoa tiver: evitar reinfectar-se, cuidados e higiene pessoais, acompanhamento e tratamento médicos adequados e apoio da família e amigos. Com a utilização correcta dos novos medicamentos que retardam a multiplicação do vírus e de medicamentos que previnem as doenças oportunistas, pode retardar-se o aparecimento da SIDA por mais anos. Por isso estes doentes devem seguir escrupulosamente as instruções do médico.


Quem deve fazer o teste da SIDA?

Todas as pessoas deveriam saber se estão ou não infectadas, realizando o Teste do SIDA.
Os testes chamam-se Elisa e Western Blot e são obrigatoriamente realizados nos dadores de sangue e de órgãos.
Se tens razões para acreditar que tiveste comportamentos de risco relativamente à infecção por VIH, deves efectuar um teste de despiste do VIH. Embora sendo uma decisão pessoal, não te podes esquecer que estás a pôr em risco possíveis parceiros/as sexuais ao nível do aumento exponencial da própria infecção.


O que é o sexo seguro e porquê usar preservativo?

Sexo seguro é qualquer prática sexual, que reduza ou elimine o risco de contágio por sangue, esperma ou fluídos vaginais de uma pessoa infectada para o parceiro/a sexual. A barreira do latex do preservativo é a mais segura numa relação sexual de risco.
O uso de um preservativo de qualidade, efectuado de modo correcto pode prevenir a transmissão dos vírus do HIV.
O preservativo é o único método contraceptivo capaz de evitar a transmissão do vírus do HIV. Evita ainda a transmissão de muitas outras infecções sexualmente transmissíveis (como o herpes genital, a hepatite A, B ou C, a gonorreia, a sífilis, a úlcera mole, os condinomas, a clamídya, piolhos púbicos etc), incluíndo os vírus responsáveis por determinados tipos de cancros do útero.
Os preservativos evitam ainda as gravidezes não desejadas. Todavia, deves utilizar o preservativo de forma correcta e de acordo com as indicações, pelo que deves ler com atenção o folheto informativo.


Onde obter informação e apoio sobre os testes do HIV ou consultas específicas?

O teste de despiste é comparticipado e qualquer médico de um centro de saúde ou de um hospital público pode passar-te uma credencial de forma a ser possível realizá-lo de forma acessível. No entanto, actualmente existem diversos serviços de despiste anónimo, confidencial e gratuito, que efectuam este serviço sem necessidade de te identificares ou apresentares qualquer tipo de documento ou relatório médico.
Para avaliar as condições de detecção da presença do vírus, deve passar um prazo de três meses (é chamado o período de janela), entre o início da infecção e a realização do teste.
Durante este período, como em qualquer outro, é preciso que te protejas e que tomes as medidas preventivas para evitar os riscos de transmissão.
Se o teste revelar a presença do vírus, a pessoa é dita seropositiva, ou portadora do VIH.
Ficar infectado com o vírus do HIV depende de ti!Depende do que fazes, não de quem és!